JEOCAZ LEE-MEDDI – UM POEMA

Jeocaz Lee-Meddi Plural

Talvez um dia, quem sabe,
Quando menos esperar,
Ou quem sabe até mesmo esperado,
Encontrarei essa porta procurada,
Entrarei brilhante e sorridente,
Como a saída triunfal e alucinante de um parto,
E de dentro um sorriso,
Esse olhar tantas vezes socorrido,
Esse sorriso largo e infantil,
Algumas vezes embaçado pelas lágrimas,
Esse corpo pequeno e louco,
Viajante intempestivo de alguns desejos,
Essas mãos leves e rápidas,
Tremidas na inconstância de ser feliz,
Esses pensamentos discretos e sutis,
Essa cara angelical e distraída,
Essa alma infinita e atormentada,
Esse braço, abraço,
Sim, esse abraço,
Esse velho amigo conhecido,
Como se fôssemos apenas um,
Encontrei a ti do outro lado,
Essa porta mágica que estava em cada esquina,
Em cada sonho, cada bar, cada mágoa,
Cada amor, cada momento fugitivo,
E finalmente a porta aberta,
E tu do outro lado,
Então sorrirei aliviado e direi:
Finalmente encontrei eu mesmo.

4 respostas para JEOCAZ LEE-MEDDI – UM POEMA

  1. Shirley disse:

    …por essa porta de luz mágica
    passam reflexos dos sorrisos deixados
    Lapsos de memórias…
    Lábios floridos,
    mãos entrelaçadas.
    Notas que insistem em não calar
    Vento a rasgar um tempo,
    de imagens contorcidas.

  2. Ao se abrir esta porta
    talvez ache a resposta
    que antiga campeio de uma arte
    abertura de novelas se fez
    em setenta, talvez
    da rua, pros lares
    simétricas ou geométricas
    coloridas, fugazes
    estampas aos milhares…
    Parabéns e espero que possa me ajudar: que novela, na década de 70, tinha a abertura mostrando arte de rua, com ênfase a uma feita com linhas e pregos fixos em madeira representando mandalas e outras figuras geométricas? Encontrei o artista que foi precursor dessa arte, que obteve o maior sucesso pela aparição na novela. Mas ele não lembra o nome dela, nem o ano, com precisão. Escrevi uma reportagem que quero usar em meu Blog, mas não quero publicá-la sem este dado. Hoje o cara faz arte em relevo, com papel e cores inéditas. É um carioca, autodidata e sobrinho do famoso Homem da Capa Preta. Espero que possa ajudar-me nesta busca.
    Evalin

  3. Chris Vicente disse:

    As palavras podem se mudas, sonoras, a preto e branco ou a cores, mas elas serão sempre a porta mágica para o sonho de realidades não sonhadas, para um eu e um tu, gémeos indeterminados, num tempo levado como o vento…

  4. […] JEOCAZ LEE-MEDDI Quando o golpe militar foi deflagrado, em 1964, ironicamente o Brasil tinha na época, os movimentos de bases político-sociais mais organizados da sua história. Sindicatos, movimento estudantil, movimentos de trabalhadores do campo, movimentos de base dos militares de esquerda dentro das forças armadas, todos estavam engajados e articulados em entidades como a UNE (União Nacional dos Estudantes), o CGT (Comando Geral dos Trabalhadores), o PUA (Pacto da Unidade e Ação), etc, que tinham grande representatividade diante dos destinos políticos da nação. Com a implantação da ditadura, todas essas entidades foram asfixiadas, sendo extintas ou a cair na clandestinidade. Em 1968, os estudantes continuavam a ser os maiores inimigos do regime militar. Reprimidos em suas entidades, passaram a ter voz através da música. A Música Popular Brasileira começa a atingir as grandes massas, ousando a falar o que não era permitido à nação. Diante da força dos festivais da MPB, no final da década de sessenta, o regime militar vê-se ameaçado. Movimentos como a Tropicália, com a sua irreverência mais de teor social-cultural do que político-engajado, passou a incomodar os militares. A censura passou a ser a melhor forma da ditadura combater as músicas de protesto e de cunho que pudesse extrapolar a moral da sociedade dominante e amiga do regime. Com a promulgação do AI-5, em 1968, esta censura à arte institucionalizou-se. A MPB sofreu amputações de versos em várias das suas canções, quando não eram totalmente censuradas. […]

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