TODAS AS SAUDADES DO MUNDO – POR JEOCAZ LEE-MEDDI

fevereiro 20, 2010
Hoje acordei com todas as saudades do mundo.
Saudades do eu que um dia fui, saudades do eu que ainda não vi. Saudades das minhas mentiras mais profundas e das verdades ignoradas.
Hoje eu quero usar todas as palavras que me seduzem o intelecto; que me dilaceram os sentimos e me reduz ao homem que escreve. Neste momento exato que me cruzo ao céu do arco-íris, não há poetas que me consolam as angústias, epístolas que me aliviem os medos.
E continuo a clamar por todas as palavras do mundo. Palavras doces, como carinho, mel, deleite, ciranda, amigo, mãe… palavras frias, fim, solidão, espinho, indiferença, violeta… palavras tristes, lágrimas, esquecimento, dor, adeus… palavras quentes, ardor, torpor, vermelho, sexo, paixão, ilusão… palavras definitivas, passado, Deus, amor… Todas as palavras do mundo.

“Calo-me quando me perguntas quem sou, dar-te-ia as mais insinceras respostas, mas reflito no meu silêncio todas as minhas verdades”
Hoje acordei e deparei-me com todas as lembranças do mundo. Dos amigos que perdi pelas estradas por onde andei, dos amores que se foram na penumbra dos meus medos, das ilusões que me arrebatam o destino andarilho, do meu papagaio de estimação, do meu egoísmo diante do espelho. Todas as lembranças assaltaram-me a mente, retratando-me confuso, errático.
Não me quero confessar, quero vagar livre dentro da minha saudade. Navegar pelas ruas estreitas de Lisboa, pelas fontes de Roma, pelas luzes difusas das noites paulistanas, pelas pontes às margens do Sena, por todas as cidades que me apagaram os passos e diluíram a minha sombra.
Hoje quero espargir a lembrança do odor dos carinhos maternos, do suor dos corpos que amei ou mesmo dos que apenas ejaculei os meus desejos. Quero tocar na lembrança da pele, no torpor dos corpos, nos desenhos dos pêlos eretos às carícias. Quero agarrar cada amante que se foi, cada prazer que deixei nos lençóis molhados pela paixão.
Quero um momento sozinho comigo mesmo, para voltar a ler as algumas páginas do meu ser, que por motivo fugaz escrevi e virei sem as perceber. Não quero futuro, quero o presente, ardentemente o presente. Não quero as ilusões, quero a vida, tragada, bebida e entorpecida pelos sonhos que me conduzem.

“Não te quero ver a face que não me é permitida ver. Siga com os teus segredos que não te fustigarei por não mos revelar. E não me serás menor pelos teus mistérios.”

Hoje caminhei pela tarde nublada, incitado pela saudade de todos os meus erros. Sorvi todos os pecados que ousei cometer, todas as atrocidades que vociferei, todos os perdões que me permiti conceder. Revidei todas as faces que ofereci. Traguei todas as lágrimas que não verti, todos os soluços que sufoquei.
Hoje, quando a chuva chegou, e a tarde escureceu, iluminei a minha saudade. Revi todas as fases da minha vida, debrucei-me sobre as fotografias de um álbum existencialista. Não me reconheci em nenhum retrato, perfeito estranho que se perdeu no passado, reconheço-me apenas nas minhas lembranças, nos momentos que a minha saudade codificou, jamais nas molduras da parede.
Hoje me permiti ter saudades. Como um fado lusitano, dedilhei as guitarras dos sentimentos vividos. Apossei-me de todas as canções de amor, como se tivessem sido feitas para mim. Construí uma trilha sonora, envolta nos momentos que se foram, nas melodias que ecoaram pelas janelas dos quartos, nas notas musicais feitas de suor nos corpos que amei.

“E porque a vida corre como estações…
Sorria como se todos os dias fosse verão! Se te agarras às alegrias, o vento armazena os teus sorrisos soltos para o inverno!”

Hoje revi na chuva que escorria, todos os olhos que por mim lacrimejaram. Todas as bocas que gemeram na penumbra. Todas as línguas que navegaram pelo meu corpo, suspirando palavras quentes e sem sentido. Encontrei todos os olhares dos quais fugi, todas as mãos que me fizeram tremer, todos os braços que me apertaram as ilusões, todos os beijos que me sugaram os desejos.
Hoje me reencontrei com todos os meus erros, ironizei todos os acertos, desenhei todos os sortilégios, soprei os vendavais que me embalaram a paz. Olhei para o tempo e sorri. Descobri-me gênero humano.
Mas a chuva passou…
A lua cheia despontou no céu…
Outra ilusão, outra paixão, outra noite. Novos quartos, camas, lençóis, momentos. Outro espelho para Narciso amar. Nos jardins proibidos, outra rosa para seduzir e cravar seus espinhos na carne. Outras roupas a cobrirem as marcas esculpidas pelos anos, velhos jeans desbotados para despir.. E as horas dispararam o correr implacável do tempo. Quando a madrugada rasgou a noite, já não tinha saudades de mim.
Mas ontem acordei com todas as saudades do mundo.


Texto e Pensamentos: Jeocaz Lee-Meddi
Fotografias: Arquivo pessoal Jeocaz Lee-Meddi

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PALAVRAS DE AMOR – POR JEOCAZ LEE-MEDDI

setembro 14, 2009

Palavras de amor quando ditas pelo mais primordial dos mortais tornam-se um momento de beleza; quando ditas pelos mais sensíveis tornam-se um poema de amor. Palavras de amor, quem não as proferiu? Quem não as escreveu? Quem não as roubou aos poetas para sentir a sua intensidade ou presentear o grande amor?
No baú das minhas memórias, hei que me deparo com as minhas palavras de amor juvenil, que na época as chamei de poemas. Mas como a poesia está no dilacerar da sensibilidade, mesmo quando rompida pela estética da métrica, chamo aos meus versos livres de palavras de amor.
Às vezes olho para aquele que os escreveu e que hoje se encontra perdido dentro do tempo da minha mente, e pergunto-me: quem eras tu que os escreveu? Que heterônimo foi desprendido dos espelhos do meu sentimento? Ainda seria capaz de escrevê-los assim, tão livres, comprometidos apenas com os sentimentos, sem a técnica estética das palavras? Mas o poeta não tem compromisso apenas com o sentimento do eu mais profundo? Não tem como obrigação tornar bonito a rima da dor com o amor?
Um dia cansei de escrever o amor e fui vivê-lo na sua essência bruta. Meus versos perderam-se em lençóis estranhos e manchados pelo prazer, distanciaram-se entre as pernas desconhecidas que aconcheguei aflito a minha insaciável vontade de ejacular o amor. Sofistiquei o amor nas teias do prazer, muitas vezes desencontrando-o do calor do coração.
Então onde encontrar o jovem que escreveu os poemas de amor? Que desconhecido no tornamos! Fecho os meus olhos e posso vê-lo romântico, a sonhar com a rosa azul de um jardim eternamente secreto. Relembro corpos nus e suados, a desenhar relevos de paixão com os seus pêlos artísticos à meia-luz do quarto. Ressuscito imagens imprecisas de ventres ao léu, que no ápice do meu prazer, colheram a pequena morte de mim. Então, eu, homem maduro, recolho as palavras de amor escritas pelo meu eu de juventude. Roubo-as para mim, afinal palavras de amor, canções de amor, poemas de amor, são de quem delas necessitam.

Pássaro no Asfalto Quente

Percorro um mundo aberto em palco,
Como um viajante em fuga,
Um pássaro do asfalto,
Procurando a semente do teu segredo,
Deixa eu dormir meu corpo no teu olhar,
Deixa eu fechar meus olhos e te sonhar,
Deixa eu queimar meu mundo a te perseguir,
E desfolhar meus gritos na tua voz,
Deixa eu correr teus medos na minha sorte,
Deixa eu tentar o risco de te amar,
Soltar o meu destino pelas estradas,
Pousar o meu vôo no teu calor,
Deixa eu sentir teu corpo nas minhas mãos,
Deixa eu gemer teu nome na noite plena,
Deixa eu morrer meus passos na tua liberdade,
E no dia apenas poder sorrir o teu amor.

Outros

Outras palavras me chegam,
Outros segredos embalam-me,
Outro silêncio me cala,
Já outro sol me aquece,
Outros sorrisos me pulsam,
Roubam a minha alma ao vento,
Outra vontade,
Outro sonho,
Outros desejos agitam-me,
Outras metades me escondem,
Novos medos me gritam,
Outros pássaros voam,
Perseguem a luz da manhã,
Outra magia a soprar-me,
Acaricia a força do presságio,
Outro destino me arrasta,
Socorre a minha agonia,
Outros amigos me chegam,
Como se fosse meio-dia,
Outras promessas de vida,
Outras tantas juras de amor,
Outro pecado da noite,
Outro pedaço que se me desprende,
Outra ternura que se expande,
Outro amor,
Outra mentira…

Estado de Afeição

 

 

Tanto tempo de espera,
De luzes presas no escuro,
Caminhando ilimitado,
Sem futuro filosófico,
Sem passado amordaçado,
De repente hoje estou resumido,
Nesse fascínio que me atingiu,
Numa busca incomparável,
Vou brincando de menino,
Dos teus olhos fazendo brilho,
Como pássaro que não pousa,
No teu peito fazendo chama,
Vou negando o meu destino,
De ti tento fugir,
Mas não consigo ir com a lua,
Com a mesma bebedeira,
Tua nuvem que me flutua,
Vai devassando os meus segredos,
E o meu medo a te ferir,
A torturar a nossa poesia,
Como tristes navegantes,
Não fugimos do naufrágio,
Não queimei as tuas lembranças,
Não esqueci a tua voz,
Não rasguei teu endereço,
Não discuto o começo,
Ou a culpa que mereço,
No meu medo vou derrubando o teu poema,
Por favor não vá fugir,
Dos meus olhos desaparecer,
Eu acredito e confesso,
Quero hoje os teus versos.

O Menino

Ele é quase um menino,
Empolgou o meu destino,
Ele anda apressado,
Traz o peito carregado,
É um poema divino,
Quase repete um hino,
Ele é mais que criança,
Traz em si a lembrança,
Divaga nas madrugadas,
Persegue noites apagadas,
Ele vive drogado,
De amor não terminado,
Ele anda perdido,
Com um olhar perseguido,
Em alguns momentos conversa,
N’outros apenas versa,
Leva embora a sua alma,
Sem querer pede calma,
Ele é mais que um passado,
Que um canto sufocado,
Ele é tudo o que diz,
Quando nada quis,
Mas ele é desatino,
Pois é quase um menino.

Pensamentos de Amor e de Existência – Jeocaz Lee-Meddi

“O amor quando impossível mutila mais do que a pior das guerras.”

“Não nos podemos perder de nós mesmos quando amamos alguém. É como perdermos a direção da vida e haurirmos um ar letífero.”

“Não prometas nada que vá além da próxima primavera. Nenhuma fidelidade resiste à insatisfação humana, se assim o fosse, Adão estaria até hoje no Éden, fiel às promessas de Deus.”

“Sinto-me confortável em saber que faço parte da natureza, da sua renovação constante. Sinto-me menor como gênero humano ao ver-me apenas como um objetivo da natureza.”

“Após a tempestade há um momento sublime de encontro entre o ódio e o amor.”

“Se não guardamos a data de aniversário de quem nos é importante na memória do coração, não vale a pena escrevê-la na agenda.”

“Os calendários foram criados para inserirmos a nossa existência em um breve momento de Deus.”

“Não tenho filosofia própria ou alheia, apenas afronto o mundo! Se não afrontarmos o que nos foi legado, seremos sempre prisioneiros do tempo e das suas limitações.”

“Ser egoísta faz parte dos filhos do Adão degenerado. Ser magnânimo também.”

“Todas às vezes que me descobri feliz, tornei-me indolente para procurar a felicidade.”

“Muitas vezes aquele que faz feliz a todos à sua volta, não consegue propiciar esta felicidade a si mesmo.”

“Os meus extremos nunca me permitiu ser uma paisagem renascentista, não, a minha alma é uma paisagem de Van Gogh, bela, trêmula e com sede de viver a dor.”

“A procura do meu eu sincero torna-se sem cor diante da procura das verdades da cidade.”

Texto, poemas e pensamentos de: Jeocaz Lee-Meddi
Fotografias: Paulo César (1 Amor É…, 4 Entre Nós o Amor), Guilherme Santos (2 O Céu de Opacas Sombras Abafadas), Luís Antonio (3 Jeocaz Lee-Meddi, Ode a Luz, 5 Jeocaz Plural, 6 Retrato Jeocaz Lee-Meddi)


HOMEM DO TERCEIRO MILÊNIO, A DESCONSTRUÇÃO DO MACHO – POR JEOCAZ LEE-MEDDI

agosto 5, 2008
No fim do milênio passado, ouvir falar no ano 2000 era imaginá-lo de um futurismo inatingível, e de completa certeza tecnológica. Para o século XXI estava predestinado à humanidade um homem de uma racionalidade sensata, como um Spock de “Jornada nas Estrelas”, dono absoluto das suas emoções e de um corpo próximo da eternidade salutar. Era a visão da perfeição do macho como espécime e do homem como ser intelectual do universo, pai eterno de uma humanidade herdada de um Adão degenerado.
E veio o ano 2000. A primeira década do novo século desconstruiu a imagem do macho procriador de gente e de tabus, fazendo-o perdido em uma crise existencial da sua verdadeira função dentro da família, da vida da mulher, dentro do planeta Terra. A igualdade contemporânea dos sexos surgiu como a contestação absoluta do patriarcado histórico. Disperso dentro da sua secular condição de sexo forte, o homem vê-se naufragado, perdido e nu, sentado no meio de um asfalto quente de uma nebulosa estrada sem fim, a repensar os seus valores, sem saber onde está, para onde ir ou onde lançar o seu grito.
Longe da racionalidade do Spock, surge um homem moldado nos ginásios de educação física, pronto para construir corpos perfeitos e músculos exatos. O homem atlético povoa o imaginário do macho, perdido no poder retirado do seu sexo, às vezes escondido pela exuberância da inexatidão abdominal, ou nos músculos atrofiados diante da sua vida sedentária, presa nas armadilhas da arte que a tecnologia nos vomita todos os dias, através da televisão, do computador, das imagens estampadas pelos outdoors da cidade. E os músculos exatos que se lhe aparece nas revistas, na televisão, no filmes, leva-o à obsessão de ser um homem objeto, delineado pela mídia, pelos conceitos da erudição primária das telenovelas.
O homem do terceiro milênio foi feito para ser o super-herói na cama, o atleta sexual. Ao vislumbrar os astros dos filmes pornográficos, sem pêlos e tão bem-dotados, fazendo do seu sexo um arpoador de circo, o macho 3000 cresce e salta nas emoções, mas a ilusão de uma performance perfeita na cama esvai-se no olhar de decepção da companheira, que tanto sonhou com o prelúdio do amor, e este homem, eterno coração de adolescente, frustra-a com uma desajeitada e inesperada ejaculação precoce. Ou a irrita quando, depois de vê-lo louco, a jurar-lhe a eternidade das paixões no momento exato do seu prazer, tornar-se o mais frio dos homens a recusar-lhe um beijo depois do ápice, pedindo-lhe apenas o número do telefone, com a certeza de que nunca irá ligar.
Todas às vezes que o macho do terceiro milênio admira-se ao espelho, imagina-se um dia transformar o corpo na exatidão perfeita de um David de Michelangelo, mas sabe que jamais atingirá a beleza sublime do mármore da estátua. Triste? Nem tanto, ao olhar para o centro anatômico da estátua, a perfeição do David sucumbe drasticamente, e o homem do terceiro milênio sorri, descobre onde é superior àquela perfeição idealizada.
E o mundo passa à sua volta. A mulher já não precisa da sua participação na criação dos filhos, na emancipação das suas idéias e crescimento como fêmea. Na confusão dos sentimentos, o macho do terceiro milênio continua lúcido nos eu objetivo de caçador de corpos e cópulas. Faz parte da sua evolução biológica, da sua condição de perpetuador da espécie. Solteiro e caçador, masturba-se em frente ao computador, anda nu pela casa para demarcar o seu território e sentir-se livre. Balançar o sexo e os pêlos ao vento remete-o para um torpor edênico que se dilui através de uma mão insaciável e irracional, própria da solidão que lhe devora a alma, uma solidão profana a aviltar-lhe o corpo. Quantas vezes este homem quis que saltasse do seu peito um coração valente e terno, e saltava-lhe os pêlos , revelando-lhe apenas a condição de primata evoluído.
Insaciável na desconstrução da sua imagem de senhor do próprio destino, o homem do terceiro milênio vê o tempo passar corrido, como corrida é a vida que exala dos concretos das grandes cidades. Acompanhar as loucuras de uma humanidade que tem pressa em chegar a lugar algum, é tirar a máscara e mostrar um rosto sensível, multiplicar-se, ser dois e vários ao mesmo tempo, viver a era do que não faz sentido, ter ideologias de vida retiradas das páginas da internet. Ser todos e não ser ninguém. Percorrer o palco e atirar-se à platéia para ouvir os seus próprios aplausos. Nada mais difícil do que ser a estátua derrubada de um pedestal milenar, a estátua apedrejada junto com as ideologias falidas, até que se desfaça a carne que lhe cobre os ossos e a sensatez. Muito além de ser herói, ser forte ou musculado, o homem do terceiro milênio é um sobrevivente dos soutiens queimados em praça pública, da pílula que fez da mulher senhora absoluta do seu corpo e da sua concepção. Sobrevivente da sua tecnologia independente de si mesmo nas teclas da comunicação. Sobrevivente de novos costumes e novos conceitos, das imagens virtuais a rondar a sua essência, desfazendo-lhe as lendas. Sobrevivente de bombas terroristas, atiradas no âmago dos seus preconceitos, das ideologias caídas, das famílias desfeitas, das doenças contagiosas, dos preservativos que lhe tiraram de vez o verdadeiro sabor do seu sexo. Soberbo sobrevivente dos tempos. E a estrada continua coberta por uma densa névoa. Acossado, nu diante da vida? Melhor abrir o guarda-chuva e esperar o temporal passar.

FRASES: (O Homem Visto Através das Palavras)

“A obsessão do homem pelo momento supremo da ejaculação leva-o a derrubar impérios, fazer guerras, até matar ou morrer.” JEOCAZ LEE-MEDDI

“Dois homens olharam através das grades da prisão; um viu a alma, o outro as estrelas.” SANTO AGOSTINHO

“Os homens ficam terrivelmente chatos quando são bons maridos, e abominavelmente convencidos quando não o são.” OSCAR WILDE

“Os homens erram, os grandes homens confessam que erraram.” VOLTAIRE

“Os homens mentiriam menos se as mulheres fizessem menos perguntas.” NELSON RODRIGUES

“Até Deus tem um inferno: é o seu amor pelos homens” FRIEDRICH NIETZSCHE

“Se todo animal inspira ternura, o que houve, então, com os homens?” GUIMARÃES ROSA

“Os homens distinguem-se entre si também neste caso: alguns primeiro pensam, depois falam e, em seguida, agem; outros, ao contrário, primeiro falam, depois agem e, por fim, pensam.” LEÓN TOLSTOI

“Os homens são fáceis de afastar. Basta não nos aproximarmos.” FERNANDO PESSOA

“Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde.” DALAI LAMA

“Os homens distinguem-se pelo que fazem, as mulheres pelo que levam os homens a fazer.” CARLOS DRUMOND DE ANDRADE

“Os homens de poucas palavras são os melhores.” WILLIAM SHAKESPEARE

“O pessimismo torna os homens cautelosos, enquanto, o otimismo torna os homens imprudentes.” CONFÚNCIO

“O ódio é o prazer mais duradouro; os homens amam com pressa, mas odeiam com calma.” LORD BYRON

“Nada descreve melhor o caráter dos homens do que aquilo que eles acham ridículo.” JOHANN WOLFGANG GOETHE

“Há duas coisas infinitas: o Universo e a tolice dos Homens.” ALBERT EINSTEIN

“É pensando nos homens que eu perdôo aos tigres as garras que dilaceram.” FLORBELA ESPANCA

“Os homens quando não forçados a lutar por necessidade, lutam por ambição.” NICOLAU MAQUIAVEL

“Os homens se dividem em duas espécies: os que têm medo de viajar de avião e os que fingem que não têm. ” FERNANDO SABINO

“A imaginação consola os homens do que não podem ser, o sentido de humor consola-os do que são.” WINSTON CHURCHILL

“A vida é um paraíso, mas os homens não o sabem e não se preocupam em sabê-lo.” FIÓDOR DOSTOIEVSKI

“Existem infinitamente mais homens que aceitam a civilização como hipócritas do que homens verdadeiramente e realmente civilizados.” SIGMUND FREUD

“Não nego que as mulheres sejam tolas: Deus criou-as para que combinassem com os homens.” GEORGE ELIOT

“Há poucos homens capazes de prestar homenagem ao sucesso de um amigo, sem qualquer inveja.” ÉSQUILO

“Os homens honrados casam-se rapidamente, os inteligentes nunca. ” MIGUEL CERVANTES

“Os homens são animais muito estranhos: uma mistura do nervosismo de um cavalo, da teimosia de uma mula e da malícia de um camelo. ” ALDOUS HUXLEY

“A maioria dos homens gasta a melhor parte da vida a tornar a outra miserável. ” MARCEL PROUST

“As mulheres, durante séculos, serviam de espelho aos homens por possuírem o poder mágico e delicioso de refletirem uma imagem do homem duas vezes maior que o natural. ” VIRGINIA WOOLF

“O destino é cruel e os homens são dignos de compaixão.” ARTHUR SCHOPENHAUER

“As mulheres amam muito tempo antes de confessá-lo; os homens têm já deixado, há muito, de amar, quando continuam a confessá-lo ainda.” EMANUEL WERTHEIMER

“De qualquer palavra profunda todos os homens são discípulos.” VICTOR HUGO

“Entre os homens, na maioria dos casos, a inatividade significa torpor, e a atividade, loucura.” EPICURO

“Muitos são os homens que falam de liberdade, mas poucos são os que não passam a vida a construir amarras.” GUSTAVE LE BON

“O desejo sexual de um homem é muito mais convicto do que a sua própria essência.” JEOCAZ LEE-MEDDI

“É a imaginação que governa os homens.” NAPOLEÃO BONAPARTE

“Os grandes homens não nasceram na grandeza, engrandeceram.” MARIO PUZO

“Os homens preferem geralmente o engano, que os tranqüilizam, à incerteza, que os incomada.” MARQUÊS DE MARICÁ

“Os homens que se tornam arrogantes com o sucesso têm o mau hábito de odiarem aqueles a quem ofenderam. ” SÊNECA

“As desventuras que mais atingem os homens são aquelas que são escolhidas por eles. ” SÓFOCLES

“Há homens que devem à esposa tudo o que são, mas em geral, os homens devem à esposa tudo o que devem.” MILLÔR FERNANDES

“Nada é feito neste mundo até que os homens estejam prontos a se matarem uns aos outros para que seja feita alguma coisa.” BERNARD SHAW

“Só os homens que não se interessam por mulheres interessam-se pelas suas roupas. Os homens que realmente gostam de mulheres nem percebem o que elas estão a usar.” ANATOLE FRANCE

“A aptidão para a felicidade não é igual em todos os homens. Ela é mais forte nos medíocres, do que nos homens superiores ou imbecis. ” HENRIK IBSEN

“A verdade é muito nua, não excita os homens.” JEAN COCTEAU

“O sexo pelo sexo só é bom para o homem até ele ejacular, torna-se a seguir, um constrangimento sem fim.” JEOCAZ LEE-MEDDI

“No amor, as mulheres são profissionais; os homens, amadores.” FRANÇOIS TRUFFAULT

“O mais livre de todos os homens é aquele que consegue ser livre na própria escravidão.” FRANÇOIS FÉNELON

Texto de: Jeocaz Lee-Meddi

Fotos: Davide Poggi (1 Way-17, 8 2005-06-05 059, 9 Skinout), J. P. Sousa (2 Statue, 3 Colour versus BW, 4 Nude Outside, 7 Human Sculpture), José Ferreira (5 A Espera do Amanhã), Paulo César (6 Performing) e Claudio Poblete (10 img_5354)