SÃO PAULO EM CHAMAS

Desde os tempos mais remotos das grandes civilizações que as cidades urbanas são atingidas por catástrofes naturais, ou propositadamente produzidas pelo homem, ou ainda, simplesmente acontecidas por negligência.
Em toda a história da humanidade, terremotos intensos varreram ou destruíram parcialmente grandes cidades e grandes monumentos. Lisboa, em Portugal, foi quase que totalmente destruída por um terremoto, em 1755; e, São Francisco, nos Estados Unidos, por outro, em 1906. Erupções vulcânicas como a do Vesúvio, cobriram as cidades de Pompéia e Herculano, matando toda a população. Enchentes, maremotos e furacões juntam-se às catástrofes naturais. As guerras produzidas pelos homens destruíram cidades inteiras, como Babilônia e Jerusalém. Berlim e Londres foram devastadas por violentos bombardeios durante a Segunda Guerra Mundial.
Outra grande tragédia que assolou e ainda assola os centros urbanos são os incêndios. Suas origens são as mais diversas, desde a intenção dolosa, até a negligência na manutenção de casas, monumentos e prédios. A Roma antiga ardeu em uma grande fogueira no primeiro século da era cristã, nos tempos de Nero. Londres, Paris, Berlim, nenhuma grande cidade foi poupada de um grande incêndio em determinado momento da sua história. Um exemplo mais recente ocorreu em Lisboa, em 1988, quando o imenso bairro do Chiado foi totalmente destruído pelas chamas. Ainda agora, no século XXI, a capital portuguesa sofre com o incêndio de algum prédio em seu centro histórico.
São Paulo, a maior cidade do Brasil, e uma das maiores do mundo, não ficou isenta de catástrofes causadas por grandes incêndios. Entre 1972 e 1981, três grandes incêndios abalaram a capital paulista, causando tragédias que comoveram o Brasil e o mundo. Os incêndios dos edifícios Andraus, Joelma e Grande Avenida, ocorridos em 1972, 1974 e 1981 respectivamente, deixaram um espetáculo de horror que jamais se extinguiu da lembrança dos paulistanos. Juntos, os incêndios causaram a morte de 221 pessoas e centenas de feridos. Curiosamente os três incêndios ocorreram no mês de fevereiro. Depois da tragédia, os edifícios foram restaurados, mas nunca perderam o estigma de serem amaldiçoados. Os três incêndios ainda hoje causam grande curiosidade e enigmáticas interpretações. Retratam em cores de fogo os momentos em que São Paulo teve a fumaça da sua poluição ofuscada pela fumaça das labaredas da tragédia, em um céu tingido por chamas.

A Tragédia do Edifício Andraus

A expansão industrial de São Paulo deixou marcas definitivas na paisagem arquitetônica da cidade. Tornando-se o maior núcleo econômico do país, a população cresceu vertiginosamente. O centro histórico da cidade viu os seus grandes casarões demolidos, dando passagem para colossais edifícios.
A verticalização da cidade começou ainda na década de 1920. O surgimento dos edifícios era tido como símbolo de modernidade na época. Considerado o pai dos grandes prédios, o Edifício Sampaio Moreira, construído na Rua Líbero Badaró, foi inaugurado em 1924. Tinha catorze andares, considerado pela população da época como excessivamente alto. Em 1929, o maior arranha-céu da América Latina da época, foi inaugurado na Avenida São João, o Edifício Martinelli. Tinha 1.267 dependências, distribuídas entre apartamentos, salões, restaurantes, night clubs e até mesmo uma igreja no 17º andar. Giuseppe Martinelli, proprietário e construtor do edifício, teve que ir morar no local, pois ninguém se atrevia a fazê-lo, com medo da altura. Aos poucos os arranha-céus tomaram conta da cidade, até que São Paulo virou um onipotente cinturão de concreto. Nada parecia afetar aqueles colossos que rasgavam a paisagem, quase que tocando as nuvens.
Em 1957 foi lançada a primeira pedra de um edifício no número 32 da Rua Pedro Américo, na esquina com Avenida São João. Quando inaugurado, em 1962, tinha 115 metros e 32 andares. Era o imponente Edifício Andraus, construído por Roberto Andraus.
No início da década de setenta, o Edifício Andraus era conhecido como “Prédio da Pirani”, por abrigar na época, no térreo, subsolo e primeiros andares, as Casas Pirani, loja muito conhecida pela população, que já não existe mais. Abrigava ainda, escritórios empresariais de importantes multinacionais, como a Siemes e, a Henkel; e empresas nacionais como a Petrobrás e Companhia Adriática de Seguros.
Na tarde de 24 de fevereiro de 1972, o Edifício Andraus entraria para a história de São Paulo como o palco de uma das maiores tragédias da cidade. Por volta das 16h15, labaredas começaram a arder na sobreloja das Casas Pirani, e numa proporção avassaladora, invadiu em poucos minutos todos os andares do edifício, atingido três prédios da Avenida São João e dois na esquina da Rua Aurora. Os paulistanos ficaram atônitos diante do fogo. Uma multidão tomou conta dos arredores, acompanhando o drama das pessoas que se viram prisioneiras das chamas nos andares do arranha-céu. Calcula-se que mais de duas mil pessoas estavam no prédio quando o fogo começou, concentradas essencialmente entre a primeira e a segunda sobreloja das Casas Pirani.
Aos poucos uma imensa pira desenhava a tragédia nos céus paulistanos. No edifício, as pessoas eram acossadas pelo calor das labaredas e intoxicadas pela fumaça. No desespero de ter que escolher entre morrer queimado pelo fogo, ou asfixiado pela fumaça, muitos se atiraram das janelas ou do terraço, saltando para morte, caindo no chão da Avenida São João e no da Rua Pedro Américo.
Pela primeira vez, a televisão brasileira transmitia uma tragédia nacional em tempo real. Em meio à agonia dos prisioneiros do fogo, um homem tentou impedir o amigo de se jogar do alto, agarrando-o pelas pernas, mas foi inútil, o homem viu o amigo flutuar no ar, deixando-lhe os sapatos nas mãos.
O vento soprava as chamas para o lado da Avenida São João, formando um assustador volume de fogo, como não se viu em qualquer outro incêndio. Desesperadas, as pessoas aglomeravam-se no terraço do edifício. Somente uma hora depois do início do incêndio, às 17h15, o primeiro helicóptero conseguiu pousar no terraço. Ao desespero das pessoas, que se debatiam na ânsia de serem salvas, juntou-se ventos de trinta quilômetros por hora, dificultando a descida dos helicópteros. Aos poucos, helicópteros do governo de São Paulo, da prefeitura, da FAB e de particulares, conseguiam sucesso na operação de resgate. Mais de 300 pessoas foram tiradas do terraço, sendo levadas para o Campo de Marte, para a Praça Princesa Isabel, Congonhas e Campo do Palmeiras.
Após 7 horas e 45 minutos, o fogo foi controlado e o incêndio extinto. Não se sabe ao certo onde o fogo começou, acredita-se que se iniciou nos cartazes de publicidade das Casas Pirani, postos sobre a marquise do prédio. Outras versões afirmam que o incêndio se deu a partir dos fundos do terceiro andar, na seção de crediário das Casas Pirani.
Após o fim do incêndio, 16 pessoas tinham morrido, entre elas os executivos da Henkel, Ottmar Flick e Paul Jurgen Pondorf, presidente da empresa. 352 ficaram gravemente feridas. As imagens das pessoas atirando-se das janelas transmitidas pela televisão, correram o mundo, incitando pela primeira vez, os debates sobre a segurança em edifícios, até então pouco questionada e deliberadamente negligenciada.
Completamente restaurado, o Edifício Andraus continua a ser um dos mais imponentes prédios do centro de São Paulo, sendo ironicamente, um dos mais seguros do mundo. Mas nunca tirou o estigma da tragédia, sendo visto pela população paulistana como um lugar fantasmagórico e amaldiçoado.

Edifício Joelma, Sob o Estigma da Maldição

Em 1948, em uma casa da Rua Santo Antônio, no Bexiga, morava o professor Paulo Ferreira de Camargo, a sua mãe e duas irmãs. O cotidiano do local foi quebrado quando a polícia passou a investigar a denúncia do desaparecimento das mulheres da casa. No dia 23 de novembro daquele ano, as investigações culminaram com a descoberta de um poço no fundo da casa do químico, onde foram encontrados os corpos da mãe e das irmãs do morador, mortas 19 dias antes por ele. No exato momento em que se descobria os cadáveres, Paulo Camargo suicidou-se, sem nunca revelar a motivação de tamanha crueldade. Especula-se que teria sido vingança do professor contra a família, que seria contra o seu romance com a enfermeira Isaltina Florêncio dos Amaros. O caso ficou conhecido como “O Crime do Poço”. O local ficou estigmatizado como maldito.
No decorrer dos anos, a casa do professor Paulo Camargo foi demolida. No terreno foi lançada, duas décadas depois do crime, a pedra de construção de um grande prédio. Em 1971, foi inaugurado no número 225 da Avenida Nove de Julho, um prédio de 25 andares, com uma fachada lateral voltada para a Praça da Bandeira, e os fundos para a Rua Santo Antônio. Era o Edifício Joelma, que entraria para história paulistana como o palco da maior tragédia com vítimas fatais em um prédio da cidade.
O Edifício Joelma, construído em sentido contrário da casa de Paulo Ferreira de Camargo, ou seja, com as costas para a Rua Santo Antônio, era composto nos seus dez primeiros andares por estacionamentos, tendo os restantes ocupados em grande parte pelo Banco Crefisul. Apesar de tão alto, o prédio não possuía escada de incêndio, o que lhe seria fatal.
Em 1 de fevereiro de 1974, o dia parecia normal para os funcionários do edifício. Cerca de 756 pessoas percorriam tranqüilamente pelos seus andares. Às 8h30, um funcionário ouviu o ruído de um vidro quebrando, vindo de um dos escritórios do 12º andar. Ao verificar, deparou-se com um aparelho de ar condicionado em curto-circuito. Correu para desligar o quadro de luz do andar, porém, quando retornou viu que o fogo espalhara-se em um rastilho pela fiação da parede, propagando-se pelas cortinas, e, rapidamente, alcançando as placas combustíveis do forro. O funcionário correu em busca de um extintor portátil, quando retornou, já não conseguiu entrar na sala, devido a fumaça intensa que o asfixiava. O homem subiu pelas escadas até o andar seguinte, alertando os ocupantes e pedindo ajuda para apagar o incêndio. Quando as pessoas tentaram chegar ao 12º andar, já não conseguiram adentrá-lo, pois o fogo já se propagara de forma incontrolável. Aos poucos foi tomando todo o prédio.
Na falta de uma escada de incêndio, as pessoas começaram a ser retiradas habilmente pelos ascensoristas por elevadores, conseguindo assim, salvar várias vidas. Com a propagação do fogo, o sistema elétrico dos elevadores foi finalmente afetado, e, as viagens de resgate deixaram de ser possíveis. Em uma dessas viagens, treze pessoas morreram carbonizadas, sem que os seus corpos pudessem ser identificados. Foram enterradas no Cemitério de São Pedro. O episódio gerou lendas, e pessoas afirmam que ao passar pelo cemitério, ouvem choro e vozes a pedir por socorro. A lenda só aumenta o estigma da maldição ao prédio. Verdadeira é a história de uma ascensorista, que ao tentar ainda resgatar vidas, morreu no 20º andar, após realizar a sua ultima viagem de elevador.
O corpo de bombeiros recebeu o primeiro chamado de socorro às 9h03, chegando ao local às 9h10. Encontraram um cenário catastrófico, já com o incêndio a propagar-se intensamente pela fachada para os andares superiores. O único alento era que no dia não havia ventos fortes soprando, e o vão que se formada entre o Edifício Joelma e o seu vizinho, o Edifício Saint Patrick, impedia que o fogo se alastrasse.
Acossadas pelo fogo, as pessoas corriam para as laterais onde estavam os banheiros e para a parte mais alta do edifício. Muitas foram retiradas das aéreas dos banheiros através de escadas mecânicas.
A tragédia que se abatera sobre o Edifício Andraus dois anos antes, repetia-se em maior escala no Edifício Joelma. No céu de São Paulo, pessoas se atiravam do alto do prédio em chamas, para que pudessem escapar ao calor que chegara aos 100 º C e à fumaça que os asfixiava. 40 pessoas lançaram-se naquele vôo mortal.
Às 10h30 daquela manhã fatídica, o fogo já tinha consumido todo o material inflamável do prédio. Muitas pessoas procuravam resistir, permanecendo nos andares, a molharem-se com água das mangueiras, à espera de um resgate. Nem todas conseguiram, sendo mortas pelo calor ou pela fumaça. O heliponto do edifício da Câmara Municipal de São Paulo, vizinho ao Joelma, foi transformado em pronto-socorro.
Às 13h30 todos os sobreviventes tinham sido resgatados. No balanço final, todo material combustível do 12º ao 25º andar tinha sido consumido pelo fogo. Pilares e vigas tiveram poucos danos, e a estrutura do edifício não foi afetada. Na parte humana, 188 pessoas morreram e mais de 300 ficaram feridas.
O Edifício Joelma foi fechado durante quatro anos. Após intensa reforma, foi reaberto, em 1978, com outro nome: Edifício Praça da Bandeira, sendo assim chamado até os dias atuais. Mesmo reformado, o prédio é visto como maldito, gerando várias lendas urbanas que já se tornaram típicas da Paulicéia. Os habitantes da capital paulista evitam passar pelos arredores do edifício à noite. Muitos afirmam ouvir vozes e pedidos de socorro vindos dali. Superstição ou não, o local foi palco de duas tragédias, a de um crime macabro e a de um incêndio que ceifou quase duas centenas de vidas.

Fogo na Avenida Paulista

Os incêndios dos edifícios Andraus e Joelma acirraram os debates populares que questionavam os sistemas de segurança nos prédios, de prevenção e combate a incêndio. Concluiu-se o óbvio após as deficiências serem evidenciadas nas duas tragédias ocorridas em dois anos: era preciso a implantação de uma legislação com normas de segurança para prédios, pois na época, o Código de Obras em Vigor era o de 1934, quando a cidade ainda começava a construir os seus arranha-céus, os aparelhos elétricos eram poucos e a cidade não chegava a um milhão de habitantes. Mas as medidas legais de segurança no combate a incêndio só foram implantadas em 1994 e 2001, através de decretos. 38 instruções técnicas para o aprimoramento da segurança nos edifícios foram publicadas em 2005. Antes da concretização de todas as providências legais, São Paulo assistiria a outro incêndio com grande número de vítimas fatais, o do Edifício Grande Avenida, na mítica Avenida Paulista.
No inicio do século XX, a Avenida Paulista despontou como importante local de moradia das ricas famílias paulistanas, apresentando luxuosos palacetes. Com o decorrer das décadas, a majestosa avenida teve os seus palacetes demolidos, dando passagem para sofisticados edifícios, que passaram a concentrar a elite dos negócios paulistanos, instalando grandes bancos e empresas econômicas.
Entre a arquitetura imponente da Avenida Paulista estava o Edifício Grande Avenida, localizado no número 1754, a poucos metros da esquina da Rua Peixoto Gomide. O prédio já havia desenhado o princípio de uma tragédia, quando foi palco de um incêndio, em 1969, que não atingiu grandes proporções.
Em 1981, enquanto o Brasil acompanhava uma das mais acirradas rebeliões de presos em Jacareí, São Paulo assistiria a outro triste espetáculo de incêndio no mês de fevereiro. No dia 14, um sábado de carnaval, pouco antes do meio dia, uma sobrecarga de energia em uma rede elétrica antiga, já defasada para as necessidades de consumo da época, deu início às chamas na parte debaixo do Edifício Grande Avenida.
As chamas atingiram, em pouco tempo, quase todo o edifício. O maior perigo iminente era de que o fogo atingisse o último andar, onde estava a torre de transmissão da TV Record, armazenando ali, mais de vinte latas de tintas para a pintura da torre, e, o óleo diesel que lhe mantinha o gerador em funcionamento. Dos 20 andares, apenas os três últimos não foram completamente destruídos pelo fogo. Paralelamente, uma ventania soprada de uma corrente vinda da Avenida Nove de Julho, atingia o prédio por trás, aumentando o volume de fogo.
O incêndio evidenciava que mesmo numa avenida de grande importância econômica e social como a Paulista, as instalações de segurança eram precárias, descaracterizando a imponência dos seus prédios. Na época não existiam heliportos nos edifícios da avenida, o que obrigava os helicópteros a pousarem no vão da feira de antiguidades do Museu de Arte de São Paulo (MASP). Mais uma vez desfilavam pelas ruas paulistanas os comboios de bombeiros, vindos da Praça da Sé, adentrando a avenida através da Rua da Consolação ou da Avenida Brigadeiro Luís Antônio.
Naquela manhã fatídica, o edifício estava praticamente vazio, pois era fim de semana de carnaval, funcionando apenas com funcionários de uma construtora com serviços em atraso e com os habituais empregados de segurança. Este detalhe evitou que se fizesse um grande número de vítimas, que em dias normais, poderia ter matado mais do que no malogrado Edifício Joelma.
A Avenida Paulista, na época reduto de consulados, grandes empresas financeiras e bancos, chamou a atenção do mundo com aquele incêndio, sendo transmitido pela televisão para todo o planeta. Um dos momentos mais dramáticos do incêndio foi mostrado pela TV Globo no Jornal Nacional, quando o auxiliar de escritório Cosme Adolfo Barreira atirou os dois filhos, Luciano, de cinco anos, e Elaine de quatro; de uma altura de dez metros, na tentativa de salvá-los das chamas. Os três foram resgatados sem ferimentos graves.
Quando o fogo foi dominado, a tragédia consumou-se em 17 mortos e mais de cinqüenta feridos. Mais uma vez os colossos de concretos de São Paulo mostraram-se vulneráveis e fatais.
Outro grande incêndio ainda assolaria São Paulo, na década de oitenta. Em 1987, desta vez não em fevereiro, mas na noite de 21 de maio, incendiou-se os edifícios Sede 1 e Sede 2 da CESP (Companhia Energética de São Paulo), também na Avenida Paulista. No momento do incêndio, apenas funcionários da limpeza e manutenção estavam no local. Em junho de 1987, a estrutura comprometida pelo incêndio foi explodida por dinamites em exatos 4 segundos. Por quase duas décadas, o edifício onde fica parte do Center 3, ficou com os escombros da tragédia à mostra, estando até hoje inacabado.
São Paulo dos arranha-céus, dos colossais cinturões de concreto, que olhada em uma visão instantânea parece inatingível, teve no mês de fevereiro, geralmente mês de chuvas e de calor, as labaredas do fogo a desnudar o gigante, mostrando-o palco de grandes tragédias que jamais serão esquecidas pelos habitantes da terra da garoa.

2 respostas para SÃO PAULO EM CHAMAS

  1. Danielle Cunha disse:

    Uma das mais profundas análises sobre os incêndios do Andraus, Joelma (principalmente) e Grande Avenida que eu já li até agora. Costumo chamar estes tristes acontecimentos como a “tríade de fogo” da história recente de São Paulo e do Brasil. Apesar disto, a mídia não presta atenção ao seguinte detalhe: ainda há muitos prédios residenciais e / ou comerciais que não são vistoriados nas grandes cidades do Brasil, embora a consciência pela prevenção de acidentes e incêndio tenha se intensificado de algumas décadas para cá. Aqui, na minha cidade, o Recife, a verticalização é algo bem mais recente – e voraz, muito voraz. Alguns dos prédios mais antigos, situados no centro da cidade, quase não possuem mecanismos modernos para evitar ao menos um princípio de incêndio, o que é lamentável. Porém, o que preocupa por aqui não é apenas o fogo, mas o risco de desabamentos nos chamados prédios-caixão, em sua maioria residenciais. Dois deles sucumbiram e ceifaram vidas na década passada: o Érika e o Areia Branca, ambos em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife.
    Bom, termino este comentário te parabenizando pelo texto, bastante coerente e alerta. Um forte abraço e até a próxima!

    Danielle
    Recife – PE

  2. Paulo disse:

    Tava na hora de se aposentar??? Tenho minhas dúvidas porque esse incêndio que nunca foi bem explicado. Vamos verificar?

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