ANNE FRANK – UM GRITO CONTRA A INTOLERÂNCIA

A curta existência de Anne Frank fez dela um hino de esperança contra as atrocidades que ciclicamente atingem a humanidade, fazendo do homem uma caricatura das morais vigentes e da crueldade indomada no seu âmago.
Interrompida no florescer da sua adolescência, a vida de Anne Frank foi contada para o mundo através das páginas do seu diário, comovendo o planeta inteiro, mostrando que mesmo face às adversidades, a essência da alma não se verte aos grilhões ideológicos, às intolerâncias raciais impostas por regimes totalitários.
Após a ocupação da Holanda pelas tropas alemãs, em 1940, o anti-semitismo nazista atingiu o país, iniciando a perseguição aos judeus neerlandeses, fazendo-os escravos de grandes fábricas germânicas, culminando com o extermínio nos campos de concentração. Para fugir a este destino, as famílias Frank e Van Pels abrigaram-se em um anexo secreto, no escritório de Otto Frank, ali permanecendo confinados de julho de 1942, até agosto de 1944. Entre eles estava a pequena Anne Frank, filha de Otto Frank. Encarcerada no anexo, a jovem revelava em seu diário, a pequena mulher que nascia, sem tempo de respirar a liberdade de existir. Entre quatro paredes, Anne Frank viveu o ápice da sua vida, que seria breve, mas conclusiva para a humanidade.
Denunciados, as duas famílias e Fritz Pfeffer, que se juntara ao grupo, foram presos e enviados aos campos de concentração. Das oito pessoas que habitaram no anexo, somente Otto Frank sobreviveu. Anne Frank morreria de tifo no campo de Bergen-Belsen, em março de 1945. O seu diário seria encontrado e entregue ao pai, que o publicaria em 1947. Tornar-se-ia um grande sucesso editorial, um comovente registro das vítimas do regime nazista.
Muitos historiadores contestaram a veracidade do diário, lançando dúvidas sobre quem o teria escrito de fato. Por trás da contestação existem grandes interesses políticos e ideológicos, afinal o diário de Anne Frank tornou-se um mítico e importante documento que reflete o holocausto. Poucos que defendem a teoria da falsificação do diário estão preocupados com a verdade histórica, muitos dos que negam o holocausto insistem na teoria, sem uma isenção militante. Se o diário pode ser uma farsa, o que não se apaga é a cruel verdade do que aconteceu a Anne Frank, aos seis habitantes do anexo secreto e a seis milhões de pessoas, todos mortos em campos de concentração. Negar esta verdade é soprar na faísca da intolerância, incendiando perigosas teorias de que existem raças superiores, ou raças malditas. Teorias que só envergonharam a humanidade.
A tragédia de Anne Frank torna-se maior do que o seu diário. A casa em Amsterdã, onde viveu confinada a sua curta juventude, é hoje um museu visitado por pessoas do mundo inteiro. Seu nome foi homenageado com a criação do Instituto Anne Frank, em 1957, que visa combater o anti-semitismo no mundo.

A Perseguição Nazista aos Judeus

A judia Annelisse Maria Frank nasceu em Frankfurt, na Alemanha, em 12 de junho de 1929. Segunda filha de Edith Hollander e Otto Heinrich Frank, Anne Frank, como ficou conhecida para o mundo, viveu numa das mais conturbadas épocas da história da Europa, e do seu povo. Enquanto o mundo ocidental era afetado pela depressão econômica causada pela queda da bolsa de valores de Nova York, a Alemanha era assolada pela ascensão nazista.
Em 1933 Hitler tornava-se chanceler da Alemanha. Líder do partido nazista, trazia a sede pelo poder e o princípio da pureza ariana como dogma. O anti-semitismo nazista logo se disseminou pela população germânica, iniciando uma perseguição aos judeus. Em abril de 1933, os nazistas incitaram os cidadãos a boicotarem os estabelecimentos pertencentes aos judeus. Diante da nova realidade social e econômica alemã, Otto Frank decide, no verão daquele ano, ir para a Holanda. Em fevereiro de 1934, muda-se para Amsterdã, Levando a mulher, Edith Frank, as duas filhas, Margot, de oito anos, e a pequena Anne, de quase cinco anos. Na capital holandesa dirige a sua empresa, a Opeka.
Na Alemanha, o anti-semitismo era cada vez mais evidenciado através de leis que limitavam a participação dos judeus em cargos públicos e financeiros. Em 15 de novembro de 1935, era promulgada uma lei que proibia o casamento entre judeus e não judeus. Os judeus foram apontados publicamente como inimigos do povo alemão. Era a concretização da legislação racista de Nuremberg.
Em 1938, as crianças judias foram expulsas das escolas, simultaneamente foi decretada a expropriação compulsória das lojas, indústrias e estabelecimentos comerciais pertencentes aos israelitas. Na noite de 9 para 10 de novembro daquele ano, movimentos anti-semitas atingiram toda a Alemanha e a Áustria, com turbas destruindo símbolos judaicos, invadindo sinagogas, casas comerciais e residências de judeus, saqueando e destruindo tudo que se encontrava pela frente. O movimento ficou conhecido como a “Noite dos Cristais Quebrados”, ou simplesmente “Noite dos Cristais”. Contabilizou-se durante a chacina, 91 judeus mortos, 267 sinagogas incendiadas, centenas de estabelecimentos e empresas judaicas destruídas, e o início do confinamento de 25 mil judeus em campos de concentração. Em 1 de janeiro de 1939, os judeus foram obrigados a adicionar nos seus documentos o nome de Israel para os homens e Sarah para as mulheres.
Na Holanda, Otto Frank e a mulher se sentiam seguros, pensando que estavam longe de todas as perseguições nazistas, mas a tranqüilidade seria breve, visto que o inimigo estava a poucos quilômetros das fronteiras daquele país.

O Início do Diário

A perseguição ao povo judeu da Alemanha, faz com que milhares deles tentem deixar o país, mas poucos conseguem, em parte pela recusa de outros países em recebê-los. O mundo fechava os olhos para a tragédia iminente que se abateria sobre o povo judeu de toda Europa.
Em 1 setembro de 1939, a Alemanha invadia a Polônia, deflagrando a Segunda Guerra Mundial. Poucos meses depois, em 10 de maio de 1940, os exércitos alemães chegavam à Holanda. Durante cinco dias, Roterdã foi severamente bombardeada. O exército holandês sucumbiu, e a Holanda passou a ser controlada pelos nazistas.
As limitações impostas aos judeus da Alemanha atingem aos da Holanda. As proibições afetam o cotidiano da família de Otto Frank, respingando sobre os seus negócios. Durante os dois primeiros anos de ocupação, os judeus conseguem viver uma normalidade sob uma grande penumbra.
Em 12 de junho de 1942, Anne Frank completava treze anos. Idade de transição entre a criança e a pequena mulher que se aflorava. Seria o seu último aniversário em liberdade. Entre os muitos presentes que ganhou, estava um diário. A menina sente-se deslumbrada diante daquele presente, passando a escrever o que toda garota da sua idade escrevia: o cotidiano na escola, as amigas, os sonhos, e, uma linha longínqua sobre a sombra da guerra e as imposições ao seu povo. Naquele dia de aniversário, Anne Frank começava de uma forma cúmplice, o seu diálogo com Kitty, nome que dera ao diário:
“Espero poder confiar inteiramente em você, como jamais confiei em alguém até hoje, e espero que você venha a ser um grande apoio e um grande conforto para mim.”
Iniciava-se aquele que se tornaria um dos maiores documentos da tragédia do holocausto durante o regime nazista, e, a sua solução final para o povo judeu.

O Anexo Secreto

Temendo uma apreensão dos nazistas, Otto Frank passou a transportar víveres, roupas e mobílias para a casa de amigos, para que não corresse o risco de ser saqueado e ficar sem nada. Provavelmente já tinha engendrado um plano para esconder toda a família, na esperança de que a guerra chegasse ao fim.
Na sexta-feira, 3 de julho de 1942, Anne Frank recebeu normalmente os resultados dos exames escolares, anunciados no Teatro Israelita, não podia imaginar que dois dias depois, a sua vida seria totalmente mudada.
Em 5 de julho, Otto Frank receberia uma carta de convocação para trabalho forçado na Alemanha. Naquele dia cerca de mil judeus de Amsterdã receberam a mesma convocação. Todos deveriam se apresentar com as respectivas cartas, preenchendo um formulário que lhes dizia para onde deveriam ir, e, o que podiam levar. Nenhum convocado sabia ao certo o que os nazistas tinham engendrado para ele. A única certeza era a de que seria submetido a trabalhos escravos em fábricas alemãs e de donos anti-semitas, com destino final nos campos de concentração.
Otto Frank e a mulher já esperavam pela convocação. Há muito que se tinham precavido com víveres, mobiliando um esconderijo secreto nos fundos do prédio onde funcionava a sua empresa. Naquele 5 de julho estava decidido que mudaria com a família para o anexo secreto.
No dia seguinte, 6 de julho, Otto Frank, a mulher Edith Frank-Hollander e as filhas, Margot Frank e Anne Frank, já estão no anexo secreto. Contam com a ajuda de quatro fiéis empregados de Otto, sendo duas mulheres, Miep Gies e Bep Voskuijl, e dois homens, Johannes Kleiman e Victor Kugler.
Alguns dias depois, em 13 de julho de 1942, outra família junta-se aos Frank, os Van Pels. Eram eles o senhor Hermann Van Pels, a esposa Auguste Van Pels-Rottgen, e o filho Peter Van Pels. No dia 6 de novembro de 1943, Fritz Pfeffer juntava-se a eles. Oito pessoas permaneceriam escondidas no anexo secreto, até que fossem descobertas pela Gestapo.

A Esperança Dentro do Confinamento

Diante da perseguição que sofreram os judeus de Amsterdã, que se viram acossados, o anexo secreto era um dos melhores locais para que se pudesse esconder, na ínfima esperança de que a guerra terminasse e o terror nazista fosse finalmente varrido da face do planeta.
Miep Gies, Bep Voskuijl, Johannes Kleiman e Victor Kugler, escondiam a entrada para o anexo secreto atrás de uma estante. Os quatro sabiam do risco que corriam em esconder um judeu, mais perigoso ainda era esconder duas famílias. A punição para o holandês que o fizesse era severa, resultando em prisão.
Os Frank e os Van Pels dependiam totalmente daquela ajuda externa. Confinados, eram alimentados pelos quatro empregados, que não lhes deixava faltar além da comida, jornais, doces e outras necessidades urgentes.
O tempo de clausura parecia uma eternidade. O mundo fora do anexo chegava apenas pelas informações que se lhe eram passadas clandestinamente. Anne Frank assistia à mutação do seu corpo e da personalidade emotiva, transitando para a vida adolescente. Prisioneira do medo e das circunstâncias, ela passaria o seu tempo a escrever para um diário. Kitty é quem lhe percebe as mudanças, quem lhe guarda os sentimentos, as esperanças, os sonhos de que um dia a guerra terminaria e ela pudesse novamente voltar à vida. Nas páginas do seu diário, revela o despertar para os primeiros sentimentos, cria em Peter Van Pels todas as expectativas da visão de uma pequena mulher diante do sexo masculino.
A monotonia dos dias era sacudida pelo medo constante, pelo perigo iminente, quaisquer barulhos ou atos imprudentes poderiam ser fatais. Dia após dia, judeus escondidos eram presos e enviados para os campos de concentração. Rondas policiais eram rotineiras nas ruas de Amsterdã.
O tempo de confinamento estender-se-ia até 1944. Muito tempo onde cada minuto representava a própria sobrevivência. Os ventos da guerra mudavam lentamente. A partir de 6 de junho daquele ano, quando os aliados invadiram a Normandia, a contagem regressiva para a derrota dos nazistas começava a ser feita. Restava aos oito confinados resistirem uns poucos meses mais.

Prisão e Deportação Para os Campos de Concentração

As notícias da invasão da Normandia pelas forças aliadas chegaram aos habitantes do anexo secreto através dos jornais que Miep Gies generosamente trazia. Otto Frank chegou a traçar um mapa, como se tentasse adivinhar em quanto tempo os libertadores tomariam Amsterdã. A esperança parecia renascer para eles, que passaram enclausurados grande parte da guerra.
Animada pela perspectiva da vitória dos aliados, Anne Frank decide transformar a sua experiência de guerra em livro. Começa a reescrever o seu diário em folhas soltas de papel. Escreve quase que quatro páginas diariamente, até o dia 1 de agosto de 1944. Ela tem esperança de voltar para a escola em outubro.
No dia 4 de agosto de 1944, a esperança dos moradores do anexo chegava ao fim. Uma denúncia leva a Gestapo até o esconderijo. Os oito habitantes do anexo secreto são presos, ao lado dos seus ajudantes, Johannes Kleiman e Victor Kugler. O autor da denúncia jamais foi revelado.
Levados para a prisão, os oito moradores do anexo seguiriam juntos até o campo transitório de Westerbork. Permaneceriam ali por algumas semanas. Finalmente foram deportados em trem de cargas para o campo de concentração de Auschwitz. Chegaram ao campo em 6 de setembro de 1944. Na plataforma do trem, homens e mulheres foram separados. Sete deles encontrariam a morte.
Edith Frank seria separada das filhas em outubro de 1944, permanecendo em Auschwitz-Birkenau, onde morreria de inanição em 6 de janeiro de 1945. Hermann Van Pels seria selecionado para a câmara de gás algumas semanas depois de chegar a Auschwitz, ali sendo executado. Fritz Pfeffer morreu no campo de concentração de Neuengamme, em dezembro de 1944. No dia 16 de janeiro de 1945, os nazistas evacuaram Auschwitz, Peter Van Pels foi obrigado a seguir os prisioneiros naquela que ficou marcada como a “marcha da morte”. Viria a morrer em 5 de maio, no campo de Mauthausen. Auguste Van Pels foi deportada para Theresienstadt, na Tchecoslováquia, em abril de 1945, não se sabendo ao certo o lugar onde morreu.
No final de outubro, Anne Frank e a irmã Margot Frank foram deportadas de Auschwitz para o campo de concentração de Bergen-Belsen, na Alemanha. Os nazistas mantêm os prisioneiros, mas não os alimentam. Muitos morrem de fome. Em fevereiro de 1945, as duas irmãs contraíram tifo. Enfraquecida pela doença e pela fome, um dia Margot, deitada ao lado da irmã, tentou levantar-se, mas caiu no chão, não resistindo ao choque da queda, morrendo a seguir. Anne Frank não suportou a morte da irmã. Consumida pelo tifo e pela desnutrição, morreria alguns dias depois, no princípio de março de 1945. Tinha pouco mais de quinze anos. Em 15 de abril, soldados britânicos libertaram o campo. Descobriram milhares de prisioneiros mortos, e alguns sobreviventes doentes. Sem tempo para enterrar os mortos, jogaram os seus cadáveres em grandes valas. Os corpos de Anne e Margot estavam entre eles.

O Diário de Anne Frank

Otto Frank foi o único do anexo secreto a chegar com vida depois do fim da guerra. Foi um dos sobreviventes de Auschwitz quando o campo foi libertado pelos aliados, em 27 de janeiro de 1945. Logo a seguir, viajou para a Rússia. Quando estava a caminho de Odessa, soube por um amigo holandês que a mulher havia morrido.
Em junho de 1945 retornou à Holanda, encontrando-se com os quatro empregados que lhe havia ajudado durante o tempo que esteve confinado no esconderijo. Foi quando soube da morte das filhas, Margot e Anne. Na volta à Holanda, teria encontrado o diário da filha.
Há controversas quanto à forma em que o diário chegou às mãos de Otto Frank. Há relatos que ele próprio encontrara a relíquia, quando voltara ao seu escritório, em Amsterdã. Outros afirmam que Miep Gies e Bep Voskuijl, após a invasão da Gestapo ao anexo secreto, encontraram o diário e papéis escritos, guardando-os para que algum dia os pudesse devolver à autora. Ao se certificar da morte de Anne Frank, Miep Gies teria entregado o diário a Otto Frank.
Em 1947, após compilar os escritos da filha, Otto Frank decidiu publicar o seu diário, escrito em holandês, com o título original de “Het Achterhuis”. O livro seria traduzido em várias línguas, sendo um dos mais lidos em todo o planeta. Os originais estão no Instituto Holandês para Documentação de Guerra. O Fundo Anne Frank, na Suíça, é herdeiro dos direitos autorais.
No livro, Anne Frank inventou nomes fictícios para os moradores que dividiram com a sua família a clausura no anexo, e para os funcionários do pai que os ajudou. Assim, a família Van Pels foi chamada de família Van Daan. Fritz Pfeffer foi chamado de Albert Dussel. Miep Gies foi rebatizada como Miep van Santen. Bep Voskuijl chamou-se Elli Vossen. Johannes Kleiman era Simon Koophuis. Victor Kugler era Harry Kraler. Otto Frank manteve os nomes fictícios. A partir de 1991, as edições do livro passaram a trazer os verdadeiros nomes dos que ajudaram a família Frank no anexo.
Desde a publicação do livro, que se contesta a autenticidade de quem o escreveu. Otto Frank, para proteger a imagem da filha, teria amputado partes, ou mesmo descaracterizado a escrita, principalmente em trechos que aflorariam os primeiros impulsos sexuais da adolescente.
Para muitos o diário representa uma lenda criada para difundir o mito do holocausto. Outros defendem ainda, que um escritor fantasma teria feito o livro, e que ele não passou de um grande engodo editorial, chancelada pelo pai de Anne Frank. Seria apenas um gerador de renda. E que Otto Frank teria enfrentado processos pelos direitos autorais, até a sua morte, em 1980.
Robert Faurisson, catedrático francês, professor da Universidade de Lyon, passou toda a sua vida defendendo a tese de que o diário é uma das maiores farsas da história. Autor de “Le Journal d’Anne Frank Est-il-Authentique?”, chegou a apontar irregularidades nos originais, conclamando que parte do texto foi escrita usando canetas esferográficas, inventadas somente na década de 1950.
Para combater as especulações, o Instituto de Documentação de Guerra ordenou que fosse feita uma minuciosa investigação. Dado como autêntico, o diário foi publicado na totalidade, ao lado dos resultados de uma investigação exaustiva. Incluindo a análise da caligrafia de Anne Frank, dos documentos e materiais usados.
Miep Gies, tida como quem guardou o diário, as folhas de papel e as anotações de Anne Frank, foi quem mais defendeu a autenticidade do livro. Por mais de seis décadas, foi a testemunha viva da tragédia dos moradores do anexo secreto. Morreu aos 100 anos, em 11 de janeiro de 2010. O prédio do anexo foi transformado em museu, podendo ser visitado por qualquer pessoa.
As contestações são vociferadas muitas vezes não de forma científica, mas por anti-semitas que, apesar de todas as evidências, insistem em negar o Holocausto. Friamente analisando, mesmo que o diário não fosse autêntico, a morte de Anne Frank e da sua família o é, não pairando quaisquer dúvidas. Assim como Anne Frank, milhares de pessoas, judias, ciganas, homossexuais, comunistas, deficientes físicas ou simplesmente opositoras aos princípios nazistas, foram cruelmente feitas escravas, trabalhando para importantes empresas alemãs que ainda hoje estão no mercado, ou simplesmente mortas em campos de concentração, chancelando com sangue um dos regimes mais repugnantes da história da humanidade. Anne Frank é símbolo de um grito dentro da escuridão do nazismo.

Uma resposta para ANNE FRANK – UM GRITO CONTRA A INTOLERÂNCIA

  1. Dennis disse:

    Eu li há anos a tradução do Diário e não me pareceu haver nada alí que não pudesse ter sido escrito por uma adolescente relatando seu dia-a-dia. Até sobre desentendimentos por picuínhas cotidianas e piadinhas sobre os sons “suspeitos” emitidos pelas pessoas no precário banheiro da habitação improvisada.
    A única coisa que me parece estranha e haver tanto documento (fotos, etc.) da família, pois conheci pessoas sobreviventes do holocausto e essas não tinham absolutamente nada além de suas memórias, nem fotos de parentes, nada. O que os nazistas não roubavam, destruiam.

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