Talvez um dia, quem sabe,
Quando menos esperar,
Ou quem sabe até mesmo esperado,
Encontrarei essa porta procurada,
Entrarei brilhante e sorridente,
Como a saída triunfal e alucinante de um parto,
E de dentro um sorriso,
Esse olhar tantas vezes socorrido,
Esse sorriso largo e infantil,
Algumas vezes embaçado pelas lágrimas,
Esse corpo pequeno e louco,
Viajante intempestivo de alguns desejos,
Essas mãos leves e rápidas,
Tremidas na inconstância de ser feliz,
Esses pensamentos discretos e sutis,
Essa cara angelical e distraída,
Essa alma infinita e atormentada,
Esse braço, abraço,
Sim, esse abraço,
Esse velho amigo conhecido,
Como se fôssemos apenas um,
Encontrei a ti do outro lado,
Essa porta mágica que estava em cada esquina,
Em cada sonho, cada bar, cada mágoa,
Cada amor, cada momento fugitivo,
E finalmente a porta aberta,
E tu do outro lado,
Então sorrirei aliviado e direi:
Finalmente encontrei eu mesmo.

Outubro 27, 2009 às 5:54 am |
…por essa porta de luz mágica
passam reflexos dos sorrisos deixados
Lapsos de memórias…
Lábios floridos,
mãos entrelaçadas.
Notas que insistem em não calar
Vento a rasgar um tempo,
de imagens contorcidas.