SÉRGIO CARDOSO

No dia 18 de agosto de 1972 o Brasil parou, emocionado com a morte súbita do ator Sérgio Cardoso. O país perdia um dos maiores atores do teatro e da televisão do século XX. Se nos dias atuais Paulo Autran (falecido em 2007) e Fernanda Montenegro, são conhecidos como os reis do teatro brasileiro, há quatro décadas, este título pertencia a Sérgio Cardoso e Cacilda Becker, cuja memória perdeu-se no tempo e no pouco registro que se ficou em vídeo dos dois.
Sérgio Cardoso era, ao lado de Tarcísio Meira e Francisco Cuoco, o maior galã da tevê Globo do início dos anos setenta. Aos 47 anos de idade uma parada cardíaca tirou-o definitivamente de cena, quando protagoniza a novela O Primeiro Amor, de Walter Negrão. Sua presença no teatro confunde-se com a história deste em várias décadas do século passado. Porte de galã, talento de gigante, dono de uma imensa popularidade no teatro, era enérgico na interpretação dos seus personagens. Sérgio Cardoso soube direcionar esta popularidade diante das câmaras da televisão, sendo aplaudido como um dos maiores ídolos das telenovelas. Se a sua vida foi marcada pelos holofotes da fama, a sua morte criou uma das lendas urbanas mais difundidas no país, a de que teria sido enterrado vivo. Viva é a obra genial deste ator, para sempre escrita com as luzes da ribalta.

Gigante nos Palcos dos Teatros

Sérgio da Fonseca Mattos Cardoso, nasceu em 23 de março de 1925, em Belém do Pará. Deixou Belém ainda criança, vindo para o sudeste. Tinha planos de ser diplomata, freqüentando o curso de Direito da PUC do Rio de Janeiro. Em 1945, participa da montagem de Romeu e Julieta, do Teatro Universitário (TU), no papel de Teobaldo. Quando concluía o curso, em 1948, inscreveu-se para uma seleção de candidatos ao papel de Hamlet e, entre muitos candidatos, foi escolhido para o papel. No dia 6 de janeiro de 1948, aos 22 anos, estreava nos palcos, iniciando uma das maiores carreiras do teatro brasileiro do século XX. Recém formado em Direito, Sérgio Cardoso optou pelo teatro, deixando na estrada as três semanas que trabalhou como advogado.
Ingressado definitivamente na profissão de ator pelas mãos de Paschoal Carlos Magno, Sérgio Cardoso fundou, ao lado de colegas do seu tempo de teatro amador, o Teatro dos Doze, responsável pela encenação de grandes sucessos nos palcos em 1949, entre eles “Arlequim Servidor de Dois Amos,” de Carlo Goldoni. É ainda neste ano, que estréia no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), nas encenações desta companhia a carreira de Sérgio Cardoso registra grandes marcos, como “Entre Quatro Paredes”, de Jean-Paul Sartre e “O Mentiroso”, também de Carlo Goldoni.
Em 1950 Sérgio Cardoso casou-se com a atriz Nydia Lícia, com quem teria uma filha, Silvia. Mais tarde, ao lado da mulher, deixaria a companhia paulista do TBC, ambos encabeçando o elenco carioca da recém-criada Companhia Dramática Nacional (CDN). Com Nydia Lícia, em 1954, criou a Companhia Nydia Licia-Sérgio Cardoso, com um repertório nacional: “Lampião”, de Rachel de Queiroz e “Sinhá Moça Chorou”, de Ernani Fornari. Sérgio Cardoso e Nydia Lícia compram o antigo Cinema Espéria, em São Paulo, que seria a sede da companhia. Para reformá-lo, Sérgio Cardoso aceitou fazer a incipiente televisão, participando também, de montagens avulsas, como “A Ceia dos Cardeais”, de Júlio Dantas, sob o comando de Bibi Ferreira, em 1955. Reformado o Espéria, em 1956, é inaugurado como Teatro Bela Vista, atual Teatro Sérgio Cardoso. Para a inauguração, interpreta e encena “Hamlet”, de Shakespeare. Esta interpretação muito elogiada pela crítica, é premiada com o Governador do Estado de São Paulo de 1956. Desde então, sucede-se uma carreira teatral aplaudida e premida, com grandes sucessos como “Vestido de Noiva”, de Nelson Rodrigues, e “Henrique IV”, de Pirandello, que lhe renderia outra premiação de melhor ator, o Saci, em 1957.

O Grande Galã das Telenovelas

Sérgio Cardoso costumava dizer que aceitou fazer telenovelas “a título de experiência”, estreando-se como galã do gênero em 1964, na novela “O Sorriso de Helena”, de Walter George Durst, na extinta tevê Tupi de São Paulo. A novela foi um grande sucesso, a televisão brasileira gerava um dos mais bem-sucedidos de seus galãs. Após o sucesso da estréia, Geraldo Vietri dirigiria-o em outra telenovela, “O Cara Suja”. Logo a seguir, Sérgio Cardoso interpretou uma versão de “O Médico e Monstro”, na novela “O Preço de Uma Vida” (1965), adaptação do texto do cubano Félix Caigner, por Talma de Oliveira e Teixeira Filho. Na novela o ator fazia dois papéis, o doutor Valcourt, um médico totalmente deformado, apaixonado pela paciente Tula (Nívea Maria), e o seu sobrinho Sérgio, belo homem, que surgiu na trama para casar com a heroína da história, com a aprovação do tio.
Em 1966, ele faria, ao lado de Fernanda Montenegro, “Calúnia”, de Talma de Oliveira, considerada pelo ator a pior novela da sua carreira. A novela foi um fracasso. Numa cena mais violenta da novela, Sérgio Cardoso deu um tapa no rosto de Fernanda Montenegro, que de tão verídica, quase que destroncou o pescoço da atriz. Foi ainda naquele ano, que o ator viveria o judeu Samuel Levy, da novela “Somos Todos Irmãos”. A novela chamar-se-ia “A Vingança do Judeu”, e seria escrita por Walter George Durst, mas a sua sinopse não foi aprovada pela Colgate, devido à pressão da comunidade israelita de São Paulo, que a considerou anti-semita. Benedito Ruy Barbosa escreveu a história com outro nome e, através de uma outra perspectiva. O casal protagonista vivido por Sérgio Cardoso e Rosamaria Murtinho teve uma grande aceitação de público, transformando a novela em sucesso de público. Samuel Levy exigiu que o ator usasse umas lentes de contacto azul. Foi considerado por Sérgio Cardoso, o seu melhor personagem em uma telenovela. No final de 1966, a Tupi tentaria repetir o sucesso de “Somos Todos Irmãos”, reuniria Sergio Cardoso e Rosamaria Murtinho outra vez, em outra novela de Benedito Ruy Barbosa: “O Anjo e o Vagabundo”, telenovela que emocionou o público da época.
Em 1968, a tevê Globo convidou Sérgio Cardoso para protagonista de uma das suas novelas: “O Santo Mestiço”, de Glória Magadan. A emissora trouxe Rosamaria Murtinho para contracenar com o ator. Sérgio Cardoso vivia dois irmãos, um padre e um revolucionário, que eram inimigos mortais. Esta participação foi considerada a experiência mais desastrosa da carreira do ator dentro das telenovelas. O dramalhão marcou o início da decadência de Glória Magadan. Decepcionado com a novela, Sérgio Cardoso retornaria à tevê Tupi, para viver um personagem ícone da teledramaturgia: o português da novela “Antônio Maria”, de Geraldo Vietri e Walter Negrão. Esta novela trazia uma linguagem coloquial, que marcava o afastamento do gênero dos dramalhões de época.

Um Ator Branco a Interpretar um Negro

Em 1969, Sérgio Cardoso voltaria a tevê Globo, de onde não mais sairia até a sua morte. Na sua volta à emissora carioca, o ator seria protagonista da novela que gerou a maior polêmica da história da televisão brasileira: “A Cabana do Pai Tomás”, de Hedy Maia, baseada no romance homônimo de Harriet Beecher Stowe. O protagonista da novela era o velho negro Tomás. A emissora, em um momento de preconceito racial que marcaria a nossa televisão, entregou o papel a um ator branco. Sérgio Cardoso, para interpretar o negro Tomás, tinha que pintar o corpo com uma tinta negra, usar peruca e rolhas no nariz. O ator Milton Gonçalves teria sido preterido ao papel, por exigência de uma subsidiária norte-americana da agência publicitária Colgate-Palmolive, patrocinadora das telenovelas à época. Na classe artística, houve muitos movimentos de protesto contra a escolha de um branco para o papel de um negro. Incomodado, Sérgio Cardoso, conhecido por sua famosa falta de habilidade com as palavras, tentaria justificar-se em uma desastrosa declaração, que o faria ser visto como racista: “Tenho vários amigos de cor que são como meus irmãos; tenho afilhados pretinhos que amo como se fossem meus filhos.” Sérgio Cardoso vivia três papéis nesta novela, além do negro Tomás, era Dimitrus, um galã a Clark Gable, e o presidente Lincoln. Dos galãs da época, Sérgio Cardoso era o único que arriscava fazer personagens deformados, para ele pintar o corpo de negro, era mais uma caracterização de uma personagem, não enxergando no fato uma discriminação racial da televisão. A novela resultou em um grande fracasso.
Para apagar a imagem de mal estar, por ter vivido um negro em uma novela, Sérgio Cardoso viveu o carismático feirante Nando, em “Pigmalião 70” (1970), novela de Vicente Sesso, adaptação do musical “My Fair Lady”. O sucesso da dupla Sérgio Cardoso e Tônia Carrero marcou a fase do ator na rede Globo. Fariam juntos mais duas novelas: “A Próxima Atração” (1970) e “O Primeiro Amor” (1972), ambas de Walter Negrão, as últimas telenovelas do ator.

A Morte, no Auge de Uma Carreira

Em 1971 Sérgio Cardoso manifestou o desejo de protagonizar uma novela de Dias Gomes. O autor convidou-o para ser o bicheiro Tucão de “Bandeira Dois”, ao lado de Marília Pêra. Sérgio Cardoso não gostou da personagem, exigindo que Dias Gomes fizesse mudanças, para que a sua imagem de galã não fosse comprometida. Irritado, Dias Gomes disse que só aceitaria o ator se ele fizesse a novela sem imposições. Sérgio Cardoso seria substituído por Paulo Gracindo, que ganhava o seu primeiro protagonista em novelas.
Em 1972, as cores chegaram à televisão brasileira. Para inaugurá-la, a tevê Globo produziu o caso especial “Meu Primeiro Baile”, de Janete Clair. Protagonizado por Glória Menezes, o especial reunia todos os grandes nomes da emissora, entre ele Sérgio Cardoso, que conduzia a personagem da atriz por toda a história. “Meu Primeiro Baile” foi a primeira produção totalmente colorida da televisão brasileira. Foi a única participação de Sérgio Cardoso em uma produção a cores, na televisão.
Dispensado do elenco de “Bandeira Dois”, Sérgio Cardoso protagonizaria, ao lado de Tônia Carrero e Rosamaria Murtinho, aquela que seria a sua última telenovela, “O Primeiro Amor”. No dia 18 de agosto de 1972, já gravados 200 capítulos da novela, faltando apenas 28 capítulos para o final, Sérgio Cardoso morreria de um ataque cardíaco. No final daquele capítulo, que seria o último da sua vida, Luciano (Sérgio Cardoso), após uma discussão, abre a porta da sua casa e diz “Vou-me embora daqui. Não agüento mais!”. Em seqüência a esta cena, a câmera focava sob uma luz, os óculos da personagem sobre a mesa do seu escritório, já sem o seu dono. Aparece todo o elenco da novela. Paulo José (o Shazam da novela) explica o que havia acontecido, faz reverências à trajetória de Sérgio Cardoso, e apresenta o ator Leonardo Villar, amigo do ator falecido, que iria viver o professor Luciano nos últimos capítulos da novela. Todo o elenco aplaude. Esta cena foi um marco na história da teledramaturgia, emocionando todo o Brasil, que se despedia deste grande ator.

Enterrado Vivo?

Mal o país recuperava-se da imensa comoção causada pela morte de Sérgio Cardoso, e uma notícia mórbida, tétrica, não se sabe de onde surgiu, começou a ser veiculada: o ator sofria de catalepsia e, na ausência do seu médico, Max Nunes, teria sido enterrado vivo.
Dizia-se que, quando a família percebeu o logro da morte, desenterrou Sérgio Cardoso, que estava virado de bruços, apresentando arranhões no rosto. Durante anos esta história foi contada, aterrorizando o imaginário popular. Passou a ser uma lenda urbana, causando medo às pessoas, fazendo com que os velórios no Brasil se tornassem mais longos, adiando por mais tempo o enterro de quem morria de ataque cardíaco. Diante desta possível tragédia, em 1980, a tevê Globo fez uma reportagem no “Fantástico”, que desmentia os boatos, com depoimentos da família do ator, que afirmavam categóricos, Sérgio Cardoso jamais tinha sido desenterrado, portanto jamais se constatou que estava de bruços no caixão, ou em qualquer outra posição. Muito menos com arranhões no rosto.
Mais de 35 anos após a morte de Sérgio Cardoso, este ator deve ser lembrado não por ser protagonista de uma lenda urbana, mas de uma das mais brilhantes carreiras do teatro, televisão e cinema do Brasil. Não importava o veículo para o qual Sérgio Cardoso atuava, havia sempre um bom papel para ele, e uma interpretação comovente para o seu público. No Brasil, Sérgio Cardoso esteve lado a lado com Paulo Autran, no olimpo dos deuses do teatro.

TELEVISÃO:

Telenovelas:

1964/1965 – O Sorriso de Helena – Tupi
1965 – O Cara Suja – Tupi
1965/1966 – O Preço de Uma Vida – Tupi
1966 – Calúnia – Tupi
1966 – Somos Todos Irmãos – Tupi
1966/1967 – O Anjo e o Vagabundo – Tupi
1967 – Paixão Proibida – Tupi
1968 – O Santo Mestiço – Globo
1968/1969 – Antônio Maria – Tupi
1969/1970 – A Cabana do Pai Tomás – Globo
1970 – Pigmalião 70 – Globo
1970/1971 – A Próxima Atração – Globo
1972 – O Primeiro Amor – Globo

Especiais:

1961 – Olhai os Lírios do Campo – Tupi
1971 – O Crime do Silêncio – Globo
1972 – Meu Primeiro Baile – Globo
1972 – O Médico e o Monstro

CINEMA

1951 – Ângela
1955 – Três Destinos (inacabado)
1968 – A Madona de Cedro
1970 – Os Herdeiros

TEATRO

Cenografia:

1950 – São Paulo SP – O Inventor de Cavalo
1958 – São Paulo SP – Vestido de Noiva

Direção:

1953 – Rio de Janeiro RJ – Canção Dentro do Pão
1954 – São Paulo SP – Sinhá Moça Chorou
1954 – São Paulo SP – Lampião
1956 – São Paulo SP – Hamlet
1956 – São Paulo SP – A Raposa e as Uvas
1957 – São Paulo SP – O Comício
1957 – São Paulo SP – Chá e Simpatia
1957 – São Paulo SP – Três Anjos Sem Asas
1958 – São Paulo SP – Vestido de Noiva
1958 – São Paulo SP – Uma Cama Para Três
1958 – São Paulo SP – Amor Sem Despedida
1958 – São Paulo SP – Chá e Simpatia
1959 – São Paulo SP – Trio: Antes do Café
1959 – São Paulo SP – O Homem de Flor na Boca
1959 – São Paulo SP – Lembranças de Bertha
1959 – São Paulo SP – Sexy
1959 – São Paulo SP – Nu, Com o Violino
1959 – São Paulo SP – O Soldado Tanaka
1959 – São Paulo SP – Huguie
1960 – Rio de Janeiro RJ – Uma Cama Para Três
1960 – Rio de Janeiro RJ – A Raposa e as Uvas
1960 – Rio de Janeiro RJ – O Homem de Flor na Boca
1960 – Rio de Janeiro RJ – Sexy
1962 – São Paulo SP – Sonho de Uma Noite de Verão
1962 – São Paulo SP – Calígula
1964 – São Paulo SP – O Resto é Silêncio
1965 – Rio de Janeiro RJ – Vestido de Noiva

Direção (assistente):

1950 – São Paulo SP – O Anjo de Pedra
1950 – São Paulo SP – O Homem de Flor na Boca

Interpretação:

1945 – Rio de Janeiro RJ – Romeu e Julieta
1948 – Rio de Janeiro RJ – Hamlet
1948 – Rio de Janeiro RJ – A Família e a Festa na Roça
1948 – São Paulo SP – Hamlet
1949 – Rio de Janeiro RJ – Arlequim Servidor de Dois Amos
1949 – São Paulo SP – O Mentiroso
1949 – Rio de Janeiro RJ – A Tragédia de Hamlet
1949 – Rio de Janeiro RJ – Tragédia em New York
1949 – Rio de Janeiro RJ – Simbita e o Dragão
1949 – Rio de Janeiro RJ – Calígula
1950 – São Paulo SP – A Ronda dos Malandros
1950 – São Paulo SP – Os Filhos de Eduardo
1950 – São Paulo SP – Do Mundo Nada Se Leva
1950 – São Paulo SP – A Importância de Ser Prudente
1950 – São Paulo SP – O Anjo de Pedra
1950 – São Paulo SP – O Inventor de Cavalo
1950 – São Paulo SP – Entre Quatro Paredes
1950 – São Paulo SP – O Homem da Flor na Boca
1950 – São Paulo SP – Um Pedido de Casamento
1951 – São Paulo SP – Ralé
1951 – São Paulo SP – Convite ao Baile
1951 – São Paulo SP – Arsênico e Alfazema
1951 – São Paulo SP – Seis Personagens à Procura de um Autor
1952 – São Paulo SP – Antígone
1952 – São Paulo SP – Inimigos Íntimos
1952 – São Paulo SP – Diálogo de Surdos
1952 – São Paulo SP – O Mentiroso
1952 – São Paulo SP – Vá com Deus
1953 – Rio de Janeiro RJ – A Raposa e as Uvas
1953 – Rio de Janeiro RJ – A Falecida
1953 – Rio de Janeiro RJ – Canção Dentro do Pão
1953 – Rio de Janeiro RJ – A Ceia dos Cardeais
1953 – São Paulo SP – Improviso
1954 – São Paulo SP – Leonor de Mendonça
1954 – Rio de Janeiro RJ – Lampião
1954 – São Paulo SP – Sinhá Moça Chorou
1954 – São Paulo SP – A Filha de Iório
1954 – São Paulo SP- Lampião
1954 – São Paulo SP – Hécuba
1955 – Rio de Janeiro RJ – A Ceia dos Cardeais
1956 – São Paulo SP – Hamlet
1956 – São Paulo SP – Quando as Paredes Falam
1956 – São Paulo SP – A Raposa e as Uvas
1957 – São Paulo SP – O Comício
1957 – São Paulo SP – Chá e Simpatia
1957 – São Paulo SP – Henrique IV
1957 – São Paulo SP – Três Anjos Sem Asas
1958 – São Paulo SP – Uma Cama Para Três
1958 – São Paulo SP – Amor Sem Despedida
1958 – São Paulo SP – O Casamento Suspeitoso
1959 – São Paulo SP – Trio: Antes do Café
1959 – São Paulo SP – O Homem de Flor na Boca
1959 – São Paulo SP – Lembranças de Bertha
1959 – São Paulo SP – Sexy
1959 – São Paulo SP – Nu, Com o Violino
1959 – São Paulo SP – O Soldado Tanaka
1959 – São Paulo SP – Huguie
1960 – Rio de Janeiro RJ – Uma Cama Para Três
1960 – Rio de Janeiro RJ – A Raposa e as Uvas
1960 – Rio de Janeiro RJ – O Homem de Flor na Boca
1961 – Salvador BA – Calígula
1962 – São Paulo SP – Terceira Pessoa do Singular
1962 – São Paulo SP – A Visita da Velha Senhora
1962 – São Paulo SP – Sonho de Uma Noite de Verão
1962 – São Paulo SP – Calígula
1964 – São Paulo SP – Gog e Magog
1964 – São Paulo SP – O Resto é Silêncio

Roteiro:

1980 – São Paulo SP – Sérgio Cardoso em Prosa e Verso

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7 respostas para SÉRGIO CARDOSO

  1. Gilka Vasconcellos disse:

    Achei maravilhoso este site! Enfim algo que vem nos dar um pouco dos feitos deste que foi o nosso maior astro!
    Como eu gostaria de possuir em dvd algum trabalho dele, pois em sua época de ouro eu não possuia nada que pudesse gravá-lo. Até hoje sonho em possuir por completo a novela Antônio Maria! Que momentos inesquecíveis ele nos deu com todo o maravilhoso elenco!!!!
    Parabéns!
    Abraços
    Gilka

  2. Marcus Myrrha disse:

    Eu era criança quando Sérgio Cardoso morreu. Ele e Paulo José eram a referência, não só minha, como de toda geração, ainda com menos de 10 anos. É claro que ele foi enterrado vivo. A lenda, verdadeira ou não, absurdamente se tornou mais forte até do que ele sempre mereceu como reconhecimento. Um ator como ele poderia ser o símbolo de doação de órgãos; inclusive resgatando o que esta grande figura significou para a afirmação do país em todos os setores das artes dramáticas, como ideologia e persistência. Resgatem o ator ímpar, ressaltando seu nome pelo talento e iniciativa artística. E transformem a lenda – que nunca foi o artista – em benefício para a auto-estima dos que acreditam no sonho e na arte pura. Sérgio Cardoso, certamente, agradecerá.

  3. Lucia disse:

    Lenda ou não , qdo se ouve qualquer comentarios de catalepsia ligamos automaticamente a imagem de Sergio Cardoso, o boato sobre ter sido enterrado vivo correu o país inteiro mas o fato de ter sido invenção jamais ouvi falar, somete agora porque falamos a respeito de pessoas que morreram interradas vivas e surgio o nome dele , por esse motivo vim pesquisar , para mim continuo acreditando que ele foi mesmo enterrado vivo… ninguem divulgou o engano com tanta verecidade como a morte causada pela catalepsia que o levou ao obto de fato…

  4. gostei muito de ter pesquisado sobre o meu xará.
    estas informaçoes foram boas prara eu saber a horigem do meu nome.
    DEUS abençoe a todos.

    SCS.

  5. rudimar f vieira disse:

    parabéns, esclareceu todas as dúvidas referente a sua morte…

  6. FRANCISCHETTI disse:

    Que bom reelembrar os velhos tempos.

  7. luiz edmundo moraes disse:

    vi sergio pela primeira vez em 1964 nas telenovelas.
    era o cara da época.
    quanto à sua morte, é certo que foi mesmo enterrado vivo, mas a manipuladora globo desmente esse fato que de fato aconteceu.
    isso não apaga da memoria de um povo.

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